O que é a glândula adrenal?
As glândulas adrenais, também chamadas de suprarrenais, são duas pequenas glândulas localizadas acima dos rins. Elas produzem hormônios importantes para o funcionamento do organismo, relacionados, por exemplo, à pressão arterial, ao metabolismo e à resposta ao estresse.
Nódulos ou outras lesões podem surgir nessas glândulas. Na maioria das vezes, são benignos, mas precisam ser avaliados para identificar suas características e verificar se produzem hormônios em excesso.
O que é um incidentaloma adrenal?
Muitos nódulos da glândula adrenal são descobertos por acaso durante exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, realizados por outros motivos. Quando isso acontece, recebem o nome de incidentalomas adrenais.
A descoberta de um nódulo não significa, necessariamente, a presença de câncer ou a necessidade de cirurgia. A conduta depende das características da lesão e dos resultados da investigação.
Como é feita a investigação?
A avaliação considera principalmente dois aspectos: as características do nódulo nos exames de imagem e sua atividade hormonal.
Os exames de imagem ajudam a estimar se a lesão apresenta características benignas ou sinais que exigem investigação adicional. O tamanho, o aspecto e o comportamento do nódulo ao longo do tempo podem influenciar a decisão sobre o tratamento.
Também é necessário avaliar se a glândula está produzindo hormônios em excesso. Essa investigação pode envolver exames de sangue, urina e testes hormonais específicos, conforme cada caso.
A avaliação hormonal é frequentemente realizada em conjunto com um endocrinologista, profissional especializado nas doenças relacionadas aos hormônios. Essa etapa é importante mesmo quando o paciente não apresenta sintomas evidentes.
Quando é necessário operar?
Nem todo nódulo adrenal precisa ser retirado. Lesões com características benignas, sem produção hormonal relevante e sem outros sinais de preocupação geralmente podem ser acompanhadas, conforme a avaliação médica.
A cirurgia pode ser indicada principalmente em duas situações:
- Suspeita de malignidade: quando o tamanho, as características dos exames de imagem, o crescimento ou outros achados levantam preocupação quanto à possibilidade de câncer.
- Produção excessiva de hormônios: quando o nódulo produz hormônios em quantidade capaz de causar alterações ou riscos à saúde.
Em algumas situações, a decisão é mais individualizada e considera os resultados dos exames, as condições clínicas do paciente e os possíveis benefícios e riscos da cirurgia.
Quando não há indicação cirúrgica, o acompanhamento é definido conforme as características da lesão e a avaliação hormonal, podendo incluir consultas e exames de controle.
Como é feita a adrenalectomia?
A adrenalectomia é a cirurgia para retirada de uma das glândulas adrenais. Quando indicada, pode ser realizada por técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia ou a cirurgia robótica.
Nessas abordagens, o cirurgião utiliza pequenas incisões no abdome para introduzir uma câmera e instrumentos cirúrgicos. A glândula é cuidadosamente separada dos tecidos próximos, com atenção especial aos vasos sanguíneos, e retirada conforme o planejamento cirúrgico.
A escolha da técnica depende das características da lesão, da suspeita de malignidade, da anatomia e das condições clínicas do paciente. Em determinadas situações, especialmente quando há suspeita de invasão de estruturas vizinhas, pode ser necessária uma abordagem cirúrgica diferente.
Após a retirada, a glândula é encaminhada para análise anatomopatológica, que permite examinar o tecido e estabelecer o diagnóstico definitivo.
Como é o acompanhamento após a cirurgia?
A recuperação e os cuidados após a adrenalectomia variam conforme a técnica utilizada, as condições do paciente e o motivo da cirurgia.
O acompanhamento médico é importante para avaliar a recuperação, analisar o resultado anatomopatológico e verificar a necessidade de monitoramento hormonal ou de reposição de hormônios em situações específicas.
Quando o nódulo produz hormônios em excesso, a retirada da glândula pode melhorar alterações associadas à produção hormonal. Entretanto, a evolução depende do tipo de lesão e dos efeitos que ela provocou no organismo.
Conclusão
Nódulos da glândula adrenal são achados relativamente comuns em exames de imagem e, na maioria das vezes, não representam câncer. Entretanto, precisam ser avaliados de maneira adequada, considerando tanto o risco de malignidade quanto a possibilidade de produção hormonal excessiva.
A decisão entre acompanhamento e cirurgia deve ser individualizada, com base nos exames de imagem, na investigação hormonal e na avaliação especializada. O acompanhamento com urologista e, quando necessário, endocrinologista ajuda a definir a conduta mais segura para cada paciente.


